sábado, 28 de janeiro de 2012

Abriu a época da lampreia


Nota Prévia: a lampreia só é servida por encomenda e sujeita a oferta do mercado. Não faz parte do Menu Bocados

Aí está a época da lampreia, que se vai estender até ao fim de Abril, ou muito provavelmente meados de Maio. Adorada por uns, abominada por outros, este pitéu faz com que alguns percorram até centenas de quilómetros, ao encontro da sua mesa preferida para apreciação de tão gostosa iguaria. Nos últimos anos a oferta desceu à cidade grande, onde dezenas, quiçá centenas de casa de comeres, com papelotes nas montras de néon anunciam ciclóstomo de proveniência nortenha. Origem essa dificilmente validada por quem, entre território do Minho / Lima, oficia na sua pesca e confeção, dada a nem sempre farta pesca da espécie. Informação também nem sempre confiável para quem tem apreço pela autenticidade deste prato, levando por isso a que muitos dos já históricos apreciadores de lampreia nos visitem para regalo do seu sentido do gosto e nossa satisfação.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Notas do menu 2


Aqui fica a imagem de um dos "bocados", que estivemos a servir nestes dias de entrada do novo ano. Um cesto de massa fina recheado com frango, acompanhado por salada de canónigos e tomate de cacho com azeite e vinagre cremoso de Porto.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Notas do menu 1

Aqui vamos deixando o registo de algumas das iguarias que servimos no menu bocados na primeira semana do ano. Na imagem acima, temos empada de frango com fatias laminadas de tomate de cacho, canónigos temperados com azeite e vinagre de Porto.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

No coração do Minho, desbancando Paris, Berlim ou Bruxelas


O Natal celebra-se nos países de inspiração cristã, mas alargando-se a muitos outros, que não o sendo, abraçam a data para também a comemorarem. Terá muito a ver com o evoluir das sociedades e com intrínseca e sempre presente faceta consumista, tornando esta época como uma das mais apetecíveis para o mundo comercial

Mas há costumes e tradições alusivos à época, que ainda se mantêm por muitos sítios do mundo. Outros foram evoluindo de acordo com os dias que se vivem. Desde os acordes da música natalina, a troca de cartões e presentes, passando por festas, multipresépios, milhões de pequenas luzes piscando nas casas e ruas, florestas de árvores de Natal, até à refeição especial com diversos grupos de amigos. Assim é todos os anos. Este, não foi diferente. Grupos profissionais, de amigos, de familiares comemoraram também esta época festiva no nosso restaurante. A todos eles que tivemos ocasião de manifestar-lhes pessoalmente o desejo de festas felizes, mais uma vez o nosso obrigado. A todos os outros que nos visitam, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, deixamos-lhes aqui, os nossos votos de um Natal à sua altura. Podem tirar muito às pessoas, mas ainda não conseguiram roubar o prazer de conviver e partilhar sabores à boa mesa do Minho. Podem vir as ordens donde vierem, mas por cá nos ficamos com o nosso grande Ramalho Ortigão e a sempre tão atual, como possivelmente metafórica citação "...há um só banquete que desbanca todos os jantares de Paris, mas que os desbanca inteiramente: é a ceia de véspera de Natal nas nossas terras do Minho..." Ramalho Ortigão


sábado, 12 de novembro de 2011

Castanhas e tradição


Na história da alimentação o seu uso é referenciado pelos também agora badalados gregos e romanos, que as utilizavam em banquetes. Estes povos do sul da Europa conservavam a castanha em talhas cerâmicas às quais adicionavam mel silvestre, fazendo uma deliciosa conserva, que lhes permitia não estarem sujeitos à sua utilização só na época da colheita. Foram os romanos que a trouxeram para Portugal. A sua utilização nas receitas conventuais da Idade Média, diz do seu protagonismo gastronómico, que prevalece até aos dias de hoje. Associada ao ritual do S.Martinho é consumida por esta altura em todo o Portugal. Esta semana também foi um dos ingredientes trabalhados por nós. Nos saborosos rojões limianos, acompanhando pombos bravos, ou numa versão de um espesso puré marrom parceiro de uma suculenta vitela minhota assada na lenha. No seu lado doceiro criaram-se o napoleónico marron glacé e um conventual pudim de castanhas. A doçaria foi escoltada, com duas superiores versões experimentais de jeropiga: a duriense da Quinta da Estrada ( José Lacerda) e de terras do alvarinho, dos manos Pinheiro ( Quinta de Alderiz). Dois mimos, do melhor que até hoje se provou.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Caldeirada de papa-lagosta


Conhecido por pampo, peixe-porco, ou aqui na zona atlântica do Minho, denominado de papa lagosta, devido à sua apetência nutricional por crustáceos que conjuntamente com outras pequenas espécies piscícolas e moluscos constituem a sua alimentação. Tem o seu habitat preferido junto às rochas e praias onde as ondas rebentam.
É uma espécie caracterizada por uma pele dura como couro, contrastando com a sua carne branca de excelso sabor e de firme consistência.
Das diversas formas de o cozinhar, esta semana optámos por fazê-lo de caldeirada. O séquito veio todo dos viçosos campos de Ponte de Lima. Foram figurantes: batatas, tomates, pimentos e cebola, laureados pelos dois odorantes homónimos loureiros que povoam a paisagem do vale do Lima.

sábado, 1 de outubro de 2011

Restaurante Bocados escolhido


restaurante bocados escolhido



O restaurante Bocados voltou a ser escolhido entre os melhores restaurantes dePortugal num guia agora publicado. Com edição conjunta do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias, um roteiro dos 564melhores restaurantes de Portugal, na ótica do jornalista José Silva. Sãopropostas para se comer bem, em 564 sítios de Portugal. Muito bem organizado,por região, tipo de comida e preço, o crítico apresenta as suas propostas, num elenque com predomínio para a comida tradicional portuguesa, não deixando deespreitar o que de novo se vai fazendo por terras lusas.