
sábado, 28 de janeiro de 2012
Abriu a época da lampreia

sábado, 14 de janeiro de 2012
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sábado, 7 de janeiro de 2012
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
No coração do Minho, desbancando Paris, Berlim ou Bruxelas

O Natal celebra-se nos países de inspiração cristã, mas alargando-se a muitos outros, que não o sendo, abraçam a data para também a comemorarem. Terá muito a ver com o evoluir das sociedades e com intrínseca e sempre presente faceta consumista, tornando esta época como uma das mais apetecíveis para o mundo comercial
Mas há costumes e tradições alusivos à época, que ainda se mantêm por muitos sítios do mundo. Outros foram evoluindo de acordo com os dias que se vivem. Desde os acordes da música natalina, a troca de cartões e presentes, passando por festas, multipresépios, milhões de pequenas luzes piscando nas casas e ruas, florestas de árvores de Natal, até à refeição especial com diversos grupos de amigos. Assim é todos os anos. Este, não foi diferente. Grupos profissionais, de amigos, de familiares comemoraram também esta época festiva no nosso restaurante. A todos eles que tivemos ocasião de manifestar-lhes pessoalmente o desejo de festas felizes, mais uma vez o nosso obrigado. A todos os outros que nos visitam, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, deixamos-lhes aqui, os nossos votos de um Natal à sua altura. Podem tirar muito às pessoas, mas ainda não conseguiram roubar o prazer de conviver e partilhar sabores à boa mesa do Minho. Podem vir as ordens donde vierem, mas por cá nos ficamos com o nosso grande Ramalho Ortigão e a sempre tão atual, como possivelmente metafórica citação "...há um só banquete que desbanca todos os jantares de Paris, mas que os desbanca inteiramente: é a ceia de véspera de Natal nas nossas terras do Minho..." Ramalho Ortigão
sábado, 12 de novembro de 2011
Castanhas e tradição

Na história da alimentação o seu uso é referenciado pelos também agora badalados gregos e romanos, que as utilizavam em banquetes. Estes povos do sul da Europa conservavam a castanha em talhas cerâmicas às quais adicionavam mel silvestre, fazendo uma deliciosa conserva, que lhes permitia não estarem sujeitos à sua utilização só na época da colheita. Foram os romanos que a trouxeram para Portugal. A sua utilização nas receitas conventuais da Idade Média, diz do seu protagonismo gastronómico, que prevalece até aos dias de hoje. Associada ao ritual do S.Martinho é consumida por esta altura em todo o Portugal. Esta semana também foi um dos ingredientes trabalhados por nós. Nos saborosos rojões limianos, acompanhando pombos bravos, ou numa versão de um espesso puré marrom parceiro de uma suculenta vitela minhota assada na lenha. No seu lado doceiro criaram-se o napoleónico marron glacé e um conventual pudim de castanhas. A doçaria foi escoltada, com duas superiores versões experimentais de jeropiga: a duriense da Quinta da Estrada ( José Lacerda) e de terras do alvarinho, dos manos Pinheiro ( Quinta de Alderiz). Dois mimos, do melhor que até hoje se provou.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Caldeirada de papa-lagosta
Conhecido por pampo, peixe-porco, ou aqui na zona atlântica do Minho, denominado de papa lagosta, devido à sua apetência nutricional por crustáceos que conjuntamente com outras pequenas espécies piscícolas e moluscos constituem a sua alimentação. Tem o seu habitat preferido junto às rochas e praias onde as ondas rebentam.
É uma espécie caracterizada por uma pele dura como couro, contrastando com a sua carne branca de excelso sabor e de firme consistência.
Das diversas formas de o cozinhar, esta semana optámos por fazê-lo de caldeirada. O séquito veio todo dos viçosos campos de Ponte de Lima. Foram figurantes: batatas, tomates, pimentos e cebola, laureados pelos dois odorantes homónimos loureiros que povoam a paisagem do vale do Lima.


