sábado, 20 de fevereiro de 2010

Bocados novamente distinguido pela crítica


O crítico de vinhos Aníbal Coutinho, acaba de nos seleccionar entre os dez melhores restaurantes do norte de Portugal com serviço de vinhos para 2010. Na edição de hoje da revista Notícias Magazine, distribuída conjuntamente com do Diário de Notícias e o Jornal de Notícias, o prestigiado jornalista em trabalho publicado sobre restaurantes e vinhos remete-nos para o Top - 10. Uma responsabilidade acrescida para o nosso desempenho no âmbito da cultura vínica.

sábado, 21 de novembro de 2009

À Portuguesa




Estamos a iniciar a época em que a costa portuguesa nos deleita com a mais variadas espécies da sua fauna marítima. Há que aproveitar a generosidade do mar. É o que estamos a fazer, percorrendo a cozinha tradicional portuguesa na sua vocação marítima. Servimos lavagante a solo, em arrozada ou acompanhado de uma das variantes de sémola de trigo ( massa). Corvina e robalo também em idêntica triologia. Aviso à navegação: a migração piscícola e crustácea, para a nossa cozinha, vai continuar.

sábado, 7 de novembro de 2009

A solo e muito bem acompanhado

desviada do facebook do Rámon


O marco cinquentenário é para mim coisa obsoleta. Quando me vi confrontado com essa questão existencial, pensei na minha entrada para o clube dos anciãos ou dos velhotes radicais-essa versão actual dos velhinhos modernos do Fernando Girão. Porém o tempo indicou o contrário. Ainda estou para umas curvas. Mas há quem, na mesma situação e de forma superior, faça obra dizendo que está na hora. É o caso do Rámon, que a 1 de Novembro, acompanhou mais duas voltas da terra em volta do sol. E aproveitou o ensejo para nos apresentar o Herr G - 51.11 mostrando que é momento de começar ou melhor, de revelar aquilo que adiantado no tempo, a gaveta foi guardando e a irreverente e superior qualidade criou. Chegou a hora de ouvirmos o Rámon como músico dele próprio.
http://www.herr-g.com/

Entrevista ao Expresso

terça-feira, 6 de outubro de 2009

pudim de gila



Com a frescura do tempo o doce apetece mais. Das variadas espécies de abóboras a doçaria convoca a patamar superior, a variedade gila, ou chila, como nós aqui no Minho perferimos chamar, na sua versão de doce da dita cuja. Passada a labuta da confecção doceira, que se inicia com o atirar da cabaça ao chão, avancemos com o doce já concluído e agora na condição de parceiro imprescendível para a confecção do postre. E diga-se, que o seu contributo foi soberbo. É essa a opinião de quem o degustou, hoje no Bocados em Ponte de Lima.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Vinho Verde o melhor ano da década

Uvas Loureiro




Os dados finais só serão apresentados em Novembro, mas a qualidade das uvas da Região dos Vinhos Verdes é excepcional. Os valores quantitativos para já ainda não são conhecidos, dado que surgiram novas plantações na área de influência das mais nobre castas a Loureiro e Alvarinho que trarão também ainda mais qualidade.
Para o Presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), Manuel Pinheiro, “este é já, garantidamente, um ano excepcional quanto à qualidade das uvas. Podemos mesmo concluir que é o melhor ano da década para o Vinho Verde”.
Este cenário promissor deve-se, sobretudo, às condições climatéricas que se tem sentido, principalmente nas últimas semanas, quentes e secas, que propiciaram uma excelente maturação das uvas. Vindima-se no Minho, neste final de Setembro, com os termómetros a marcarem 27 e 28 graus.
Recorde-se que em 2008, a produção de Vinho Verde foi de 71,9 milhões de litros, mais 3,43% em relação a 2007.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FEIRAS NOVAS UNIDOSE


Apelo a todos aqueles que, no próximo fim de semana vão estar nas Feiras Novas em Ponte de Lima. A Brigada de Trânsito não dará tréguas. Caso conduza, ou se não tem quem o faça por si, aceite a nossa proposta: recorra à unidose.

domingo, 13 de setembro de 2009

Lampreia para os "brasileiros"


Para muitos dos aficcionados da boa mesa, a lampreia é um prato imperdível. Com forte contigentação de apreciadores em Portugal e na Galiza, o ciclóstomo entra para a desova nos rios luso-galaicos de finais de Dezembro até Maio. É nessa altura que é convocado para os repastos que fazem as delícias dos palatos ibéricos. Mas o espaço luso-galaico é território de emigração. América do Sul é apelativa para galegos e portuguesas. Ancoram nas antigas colónias dos países de origem. A partida, a distância dos homens da sua pátria, não lhes apaga da memória as suas vivências. Como diria, Rosalia de Castro, a galega que tão bem poetizou o canto da partida

Adiós, ríos; adios, fontes;

adios, regatos pequenos;
adios, vista dos meus ollos:
non sei cando nos veremos.

Miña terra, miña terra,
terra donde me eu criei,
hortiña que quero tanto,
figueiriñas que prantei,

O afastamento do território de origem, a melancolia e os laços afectivos da distância, encurtam-se em cada regresso. É nessas voltas, que muitos daqueles que a milhares de quilómetros edificam dignidade de vida, também matam saudades da mesa prazenteira autóctone. Mas o tempo de lazer não coincide com o ciclo biológico destes ágnatos. Com o advento das primeiras arcas frigoríficas domésticas, a Ponte de Lima, em finais dos anos sessenta, a conservação dos alimentos conheceu impulso mágico. A salga dava lugar à congelação. E com a sua utilização a descoberta de novas possibilidades. Entre elas a conservação da lampreia. É assim que, desde dessa altura, a pensar nos seus amigos apreciadores de lampreia,vindos do Brasil, algumas casas limianas capricham em presentear e surpreender, fora da época, os ilustres visitantes com tão superior manjar. Proporcionar a degustação de lampreia em Agosto e Setembro é para nós um capricho gastronómico. Estamos a fazê-lo este ano pela primeira vez. Mas perante a aceitação evidenciada é para continuar. Com muito prazer.