domingo, 2 de março de 2014

O porco na mesa minhota


                                                                                Texto Francisco Torres Sampaio  
                                                                                                                                        Foto Luciano B 


 Por todo o Minho, a matança do porco é dia de festa rija e de azáfama por e para toda a casa. O "bichorro", medrado das lavaduras gordas, onde nunca faltou a farinha milha, a cabaça e as couves do quinteiro, está pronto para o "escochinar". Manhã cedo, após um bom "mata-bicho", o "matador" está pronto para a função. Grande é a algazarra e muitas são as ajudas, bem necessárias, pois o "condenado" é dos grandes e vai espernear "com'ó raio"...  Estendido na eira, já com as "últimas" dadas e com o sangue já devidamente acondicionado (por causa da vareja), prepara-se o "chamusco", a que se seguirá uma boa esfregadela, aprontando-se o "bicho" para o "dependuro". No dia seguinte, segue-se o "desmanchar", com a separação das respectivas carnes: as que são para o fumeiro, para as sanguinhas e para o sarrabulho e as que são da salga e que vão para a salgadeira, dando-se às restantes o destino que se pretende... Tudo, ou quase tudo do "bichorro", se aproveita! Terá nascido, exactamente no aproveitamento, quase que integral, das carnes, sangue e ossos do animal, o nome "Sarrabulho" que, cá pela nossa terra, significa, também, confusão, barafunda e, até, pancadaria...



                                           

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Notas de um menu






                                               Notas de um menu numa tarde de Fevereiro

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A noite de S. Valentim








Aqueles que ontem, jantaram e passaram um bocado da noite connosco, mais uma vez lhes dizemos, que muito gostamos de estar com eles. Obrigado pelo glamour que deram ao Bocados.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Dia dos Namorados






 Se gosta de comemorar esta data, conte connosco para darmos glamour gastronómico.
 Caso prefira ao jantar de sábado, de igual modo estaremos ao seu dispor. Nestes dias, como em todo o tempo, gostamos de o atender do melhor modo. Obrigado por sermos uma escolha para si.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Guia de Restaurantes de Fernando Melo






Fernando Melo é uma referência no panorama da crítica gastronómica portuguesa. Publica os seus textos na Revista dos Vinhos, Jornal de Notícias e Diário de Notícias e ainda colabora com o Correio da Manhã. Paralelamente, partilha os seus saberes, por esse Portugal fora, em eventos ligados à mesa. Em parceria com Edgardo Pacheco, trouxeram a público, em livro, um trabalho deles e de uma equipa por eles  supervisionada, sobre os melhores locais para comer em Portugal. Esta edição, segundo os autores, selecciona a partir dos 72000 locais para comer, aqueles que em seu entender, são os melhores do país.
O Bocados ficou entre os escolhidos.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Olhadela ao menu









Já se sabe: nunca temos uma lista fixa, nem escrita. O menu Bocados é composto por um conjunto de pequenos pratos, que varia conforme aquilo que se arranja no mercado. Ontem, ao jantar, foi assim..  Paralelamente a isto,  já  iniciámos a época da lampreia, mas só por encomenda prévia e sujeito à oferta existente.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Lampreia*





 É a velha história. Petisco muito apreciado por uns e abominado por outros: a lampreia. Estamos na sua época. Regressam aos rios de onde nasceram larvas e viveram quase sempre enterradas em zonas pouco profundas, num período de cinco a onze anos, até se dar a metamorfose e tornarem-se em exemplares juvenis idênticos no aspecto exterior à de o animal em adulto, regressando assim ao mar. É aí que vivem, até atingir a idade adulta, acabando depois por deixarem de se alimentar e regressam de novo, do oceano para os rios, onde desovam. É nesta incursão, quando são pescadas por membros de pequenas comunidades, que vivem junto às margens dos rios, ou perto da foz, tendo cada uns as suas artes de pesca. 
 Na cozinha, também diferem as modas da sua confecção. As mais tradicionais são num arroz " a fugir" e à bordalesa. No entanto, outras versões tem afinidades com certos locais e há sempre quem goste de fazer outras variantes, como nós que por desejo de alguns apreciadores e não só também as apresentamos.

*Prato feito com reserva prévia, não incluído no Menu Bocados e sujeito à oferta existente.